sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Senador Eduardo Suplicy
Na última segunda-feira 22/10/ o Senador Eduardo Suplicy esteve presente ao comício realizado no JD. São João/Guarulhos para apoiar a reeleição do companheiro Almeida. Enquanto o povo aguardava a chegada do ex-presidente Lula, o Senador discursou e entreteve a galera cantando a música Blowin' In The Wind de Bob Dilan, apesar do jeito meio desafinado, foi muito aplaudido.
O ex-presidente Lula, sem sombras de dúvida ainda é nossa maior Liderança política, mas o Senador Suplicy é o nosso maior símbolo de ética e democracia.
A busca para encontrar a perfeição nos seres humanos é algo tão perene quanto às nuvens do céu. Todos nós somos passíveis ao erro, então é melhor buscarmos as qualidades nas pessoas do que ficarmos comentando os defeitos e, em vez de julgar o próximo, o mais correto seria apontarmos uma situação errada que foi praticada por tal pessoa na sua presença. Dessa maneira, conseguimos ser sinceros aos nossos princípios e com total respeito ao próximo. Na política, encontrar um político perfeito é uma verdadeira utopia, mas fico cheio de esperança por cada gesto do senador Suplicy e por fazer parte de um grupo de fiéis seguidores a esse político que representa, em suma, os sonhos da maior parte do povo brasileiro.
Vanderlei Muniz
domingo, 14 de outubro de 2012
Aos Mestres com carinho
15 de Outubro - Dia do Professor
Guardo as lembranças de um dia;
Ter sentado em uma carteira;
Sei que não fui nem um santo;
Fiz parte da turma lá do fundão;
E a pessoa lá da frente;
Como um herói eu o admirava;
Embora algumas vezes;
controvérsia sobre algum assunto existia;
Mas tinha um enorme respeito e com atenção o ouvia;
Ainda hoje reflito aqueles tempos passados;
Onde a escola era um templo de estudo e aprendizado;
Agradeço ó mestre;
Pelas broncas que recebi;
Pois sem elas jamais;
Teria chegado até aqui;
Obrigado aos mestres por aturar minhas travessuras;
Por ter me ensinado a ser gente;
Por fazer parte da minha história;
Aceite de coração essa mensagem;
Obrigado professores;
Que Deus ilumine a tod@s;
Com essa humilde homenagem;
Quero expressar um pouquinho;
O meu agradecimento;
Aos Mestres com todo carinho.
Vanderlei Muniz
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
04 de outubro - Dia do Agente Comunitário de Saúde
04 de outubro - Dia do Agente Comunitário de Saúde
Acredita-se que por serem (os ACS) pessoas do povo, não só
se assemelham nas características e anseios deste povo, como também preenchem
lacunas, justamente por conhecerem as necessidades desta população. Acredito
que os agentes são a mola propulsora para a consolidação do Sistema Único de
Saúde, a organização das comunidades e a prática regionalizada e hierarquizada
de assistência, na estruturação dos Serviços de Saúde. Ser agente de saúde é
ser povo, é ser comunidade, é viver dia a dia a vida daquela comunidade.(...) É
ser o elo de ligação entre as necessidades de saúde da população e o que pode
ser feito para melhorar suas condições de vida. É ser a ponte entre a população
e os profissionais de saúde. O agente comunitário é o Anjo da saúde de sua
comunidade. Mas essa tão enorme importância não é ainda, reconhecida pelo Poder
Público. Mas vocês devem continuar lutando, não só por melhores salários, mas
por condições dignas de trabalho e por valorização profissional. O Agente de Saúde não tendo atribuições
especifica é o chamado “faz tudo” nas repartições de saúde pública. Há alguns
anos, tenho acompanhado o desenrolar dos vários processos de Lei que tramitam
no Senado e no Congresso Federal, por se tratar de serem considerados
trabalhadores do SUS, tudo só será resolvido a nível federal. Portanto nessas
eleições, se algum candidato a vereador ou prefeito disserem que vão resolver
essas pendências legislativas na qual envolvem os Agentes de Saúde, vocês podem
chama-los de grandes mentirosos, pois no máximo que esses políticos podem fazer
e se houver interesse é entrar com um processo de municipalização do PSF.
Muitos Agentes de Saúde que leem meu blog, ou meu perfil no Facebook, me perguntam por que não saio candidato, o que eu tenho a dizer é que uma campanha política é muito cara e no momento não tenho condições financeiras. Mas isso não importa, continuarei lutando pela causa dos ACS.
Muitos Agentes de Saúde que leem meu blog, ou meu perfil no Facebook, me perguntam por que não saio candidato, o que eu tenho a dizer é que uma campanha política é muito cara e no momento não tenho condições financeiras. Mas isso não importa, continuarei lutando pela causa dos ACS.
Abraço Fraterno
Vanderlei Muniz
domingo, 12 de agosto de 2012
São as armas; mas, não só as armas
São as armas;
mas, não só as armas
por Michael Moore
Amigos:
Desde que Caim enlouqueceu e matou Abel sempre houve humanos que, por uma razão
ou outra, perdem a cabeça temporária ou definitivamente e cometem atos de
violência. Durante o primeiro século de nossa era, o imperador romano Tibério
gozava, jogando suas vítimas na ilha de Capri, no Mediterrâneo. Gilles de Rais,
cavalheiro francês aliado de Joana D'Arc, na Idade Média, um dia, enlouqueceu e
acabou assassinando centenas de crianças. Apenas umas décadas depois, Vlad, o
Empalador, na Transilvânia, tinha inúmeros modos horripilantes de acabar com
suas vítimas; o personagem de Drácula foi inspirado nele.
Em tempos modernos, em quase toda as nações há um psicopata ou dois que cometem homicídios em massa, por mais estritas que sejam suas leis em matéria de armas: o demente supremacista branco, cujos atentados na Noruega cumpriram um ano nesse domingo; o carniceiro do pátio escolar em Dunblane, Escócia; o assassino da Escola Politécnica de Montreal; o aniquilador em massa de Erfurt, Alemanha...; a lista parece interminável. E agora o atirador de Aurora, na sexta-feira passada. Sempre houve pessoas com pouco juízo e prudência e sempre haverá.
Porém, aqui reside a diferença entre o resto do mundo e nós: aqui acontecem DUAS Auroras a cada dia de cada ano! Pelo menos 24 estadunidenses morrem a cada dia (de 8 a 9 mil por ano) em mãos de gente armada, e essa cifra inclui os que perdem a vida em acidentes com armas de fogo ou os que cometem suicídio com uma. Se contássemos todos, a cifra se multiplicaria a uns 25 mil.
Isso significa que os Estados Unidos são responsáveis por mais de 80% de todas as mortes por armas de fogo nos 23 países mais ricos do mundo combinados. Considerando que as pessoas desses países, como seres humanos, não são melhores ou piores do que qualquer um de nós, então, por que nós?
Tanto conservadores quanto liberais nos Estados Unidos operam com crenças firmes a respeito do "porquê" desse problema. E a razão pela qual nem uns e nem outros podem encontrar uma solução é porque, de fato, cada um tem a metade da razão.
A direita crê que os fundadores dessa nação, por alguma sorte de decreto divino, lhes garantiram o direito absoluto a possuir tantas armas de fogo quanto desejem. E nos recordam sem cessar que uma arma não dispara sozinha; que "não são as armas, mas quem mata são as pessoas".
Claro que sabem que estão cometendo uma desonestidade intelectual (se é que posso usar essa palavra) ao sustentar tal coisa acerca da Segunda Emenda porque sabem que as pessoas que escreveram a Constituição unicamente queriam assegurar-se de que se pudesse convocar com rapidez uma milícia entre granjeiros e comerciantes em caso de que os britânicos decidissem regressar e semear um pouco de caos.
Porém, têm a metade da razão quando afirmam que "as armas não matam: os estadunidenses matam!". Porque somos os únicos no primeiro mundo que cometemos crimes em massa. E escutamos estadunidenses de toda condição aduzir toda classe de razões para não ter que lidar com o que está por trás de todas essas matanças e atos de violência.
Uns culpam os filmes e os jogos de videogame violentos. Na última vez em que revisei, os videojogos do Japão são mais violentos do que os nossos e, no entanto, menos de 20 pessoas ao ano morrem por armas de fogo naquele país; e em 2006 o total foi de duas pessoas! Outros dirão que o número de lares destroçados é o que causa tantas mortes. Detesto dar-lhes essa notícia; porém, na Grã-Bretanha há quase tantos lares desfeitos, com um só dos pais assumindo o cuidado dos filhos quanto nos EUA; e, no entanto, em geral, os crimes cometidos lá com armas de fogo são menos de 40 ao ano.
Pessoas como eu dirão que tudo isso é resultado de ter uma história e uma cultura de homens armados, "índios e vaqueiros", "dispara agora e pergunta depois". E se bem é certo que o genocídio de indígenas americanos assentou um modelo bastante feio de fundar uma nação, me parece mais seguro dizer que não somos os únicos com um passado violento ou uma marca genocida.
Olá, Alemanha! Falo de ti e de tua história, desde os hunos até os nazistas, todos os que amavam uma boa carnificina (tal qual os japoneses e os britânicos, que dominaram o mundo por centenas de anos, coisa que não conseguiram plantando margaridas). E, no entanto, na Alemanha, nação de 80 milhões de habitantes, são cometidos apenas 200 assassinatos com armas de fogo ao ano.
Assim que esses países (e muitos outros) são iguais a nós, exceto que aqui mais pessoas acreditam em Deus e vão à Igreja mais do que em qualquer outra nação ocidental.
Meus compatriotas liberais dirão que se tivéssemos menos armas de fogo haveria menos mortes por essa causa. E, em termos matemáticos, seria certo. Se temos menos arsênico na reserva de água, matará menos gente. Menos de qualquer coisa má – calorias, tabaco, reality shows – significará menos mortes. E se tivéssemos leis estritas em matéria de armas, que proibissem as armas automáticas e semiautomáticas e prescrevessem a venda de grandes magazines capazes de portar milhões de balas, atiradores como o de Aurora não poderiam matar a tantas pessoas em pouquíssimos minutos.
Porém, também nisso há um problema. Há um montão de armas no Canadá (a maioria rifles de caça) e, no entanto, a conta de homicídios é de uns 200 ao ano. De fato, por sua proximidade, a cultura canadense é muito similar à nossa: as crianças têm os mesmos videojogos, veem os mesmos filmes e programas de TV; mas, no entanto, não crescem com o desejo de matar uns aos outros. A Suíça ocupa o terceiro lugar mundial em posse de armas por pessoa; porém, sua taxa de criminalidade é baixa. Então, por que nós? Formulei essa pergunta há uma década em meu filme 'Tiros em Columbine', e esta semana tive pouco que dizer porque me parecia ter dito há dez anos o que tinha que dizer; e acho que não fez muito efeito; exceto ser uma espécie de bola de cristal em forma de filme.
Naquela época eu disse algo, que repetirei agora:
1. Os estadunidenses somos incrivelmente bons para matar. Acreditamos em matar como forma de conseguir nossos objetivos. Três quartos de nossos Estados executam criminosos, apesar de que os Estados que têm as taxas mais baixas de homicídios são, em geral, os que não aplicam a pena de morte.
Nossa tendência a matar não é somente histórica (o assassinato de índios, de escravos e de uns e outros na guerra "civil"): é nossa forma atual de resolver qualquer coisa que nos inspira medo. É a invasão como política exterior. Sim, lá estão Iraque e Afeganistão; porém, somos invasores desde que "conquistamos o oeste selvagem" e agora estamos tão enganchados que já não sabemos o que invadir (Bin Laden não se escondia no Afeganistão, mas no Paquistão), nem porque invadir (Saddam não tinha armas de destruição massiva, nem nada a ver com o 11-S). Enviamos nossas classes pobres para fazer matanças, e os que não temos um ser querido lá, não perdemos um só minuto de um só dia em pensar nessa carnificina. E agora, enviamos aviões sem pilotos para matar (drones), aviões controlados por homens sem rosto em um luxuoso estúdio com ar condicionado em um subúrbio de Las Vegas. É a loucura!
2. Somos um povo que se assusta com facilidade e é fácil de ser manipulado pelo medo. De que temos tanto medo, que necessitamos ter 300 milhões de armas de fogo em nossas casas? Quem vai machucar? Por que a maior parte dessas armas se encontra nas casas de brancos, nos subúrbios ou no campo? Talvez, se resolvêssemos nosso problema racial e nosso problema de pobreza (uma vez mais, somos o número um com maior número de pobres no mundo industrializado) teria menos pessoas frustradas, atemorizadas e encolerizadas estendendo a mão para pegar a arma que guardam na gaveta. Talvez, cuidaríamos mais uns dos outros (aqui vemos um bom exemplo disso).
Isso é o que penso sobre Aurora e sobre o violento país do qual sou cidadão. Como mencionei, disse tudo nesse filme e se quiserem, podem assisti-lo e partilhá-lo sem custo com os demais. E o que nos faz falta, amigos meus, é valor e determinação. Se vocês estão prontos, eu também.
Em tempos modernos, em quase toda as nações há um psicopata ou dois que cometem homicídios em massa, por mais estritas que sejam suas leis em matéria de armas: o demente supremacista branco, cujos atentados na Noruega cumpriram um ano nesse domingo; o carniceiro do pátio escolar em Dunblane, Escócia; o assassino da Escola Politécnica de Montreal; o aniquilador em massa de Erfurt, Alemanha...; a lista parece interminável. E agora o atirador de Aurora, na sexta-feira passada. Sempre houve pessoas com pouco juízo e prudência e sempre haverá.
Porém, aqui reside a diferença entre o resto do mundo e nós: aqui acontecem DUAS Auroras a cada dia de cada ano! Pelo menos 24 estadunidenses morrem a cada dia (de 8 a 9 mil por ano) em mãos de gente armada, e essa cifra inclui os que perdem a vida em acidentes com armas de fogo ou os que cometem suicídio com uma. Se contássemos todos, a cifra se multiplicaria a uns 25 mil.
Isso significa que os Estados Unidos são responsáveis por mais de 80% de todas as mortes por armas de fogo nos 23 países mais ricos do mundo combinados. Considerando que as pessoas desses países, como seres humanos, não são melhores ou piores do que qualquer um de nós, então, por que nós?
Tanto conservadores quanto liberais nos Estados Unidos operam com crenças firmes a respeito do "porquê" desse problema. E a razão pela qual nem uns e nem outros podem encontrar uma solução é porque, de fato, cada um tem a metade da razão.
A direita crê que os fundadores dessa nação, por alguma sorte de decreto divino, lhes garantiram o direito absoluto a possuir tantas armas de fogo quanto desejem. E nos recordam sem cessar que uma arma não dispara sozinha; que "não são as armas, mas quem mata são as pessoas".
Claro que sabem que estão cometendo uma desonestidade intelectual (se é que posso usar essa palavra) ao sustentar tal coisa acerca da Segunda Emenda porque sabem que as pessoas que escreveram a Constituição unicamente queriam assegurar-se de que se pudesse convocar com rapidez uma milícia entre granjeiros e comerciantes em caso de que os britânicos decidissem regressar e semear um pouco de caos.
Porém, têm a metade da razão quando afirmam que "as armas não matam: os estadunidenses matam!". Porque somos os únicos no primeiro mundo que cometemos crimes em massa. E escutamos estadunidenses de toda condição aduzir toda classe de razões para não ter que lidar com o que está por trás de todas essas matanças e atos de violência.
Uns culpam os filmes e os jogos de videogame violentos. Na última vez em que revisei, os videojogos do Japão são mais violentos do que os nossos e, no entanto, menos de 20 pessoas ao ano morrem por armas de fogo naquele país; e em 2006 o total foi de duas pessoas! Outros dirão que o número de lares destroçados é o que causa tantas mortes. Detesto dar-lhes essa notícia; porém, na Grã-Bretanha há quase tantos lares desfeitos, com um só dos pais assumindo o cuidado dos filhos quanto nos EUA; e, no entanto, em geral, os crimes cometidos lá com armas de fogo são menos de 40 ao ano.
Pessoas como eu dirão que tudo isso é resultado de ter uma história e uma cultura de homens armados, "índios e vaqueiros", "dispara agora e pergunta depois". E se bem é certo que o genocídio de indígenas americanos assentou um modelo bastante feio de fundar uma nação, me parece mais seguro dizer que não somos os únicos com um passado violento ou uma marca genocida.
Olá, Alemanha! Falo de ti e de tua história, desde os hunos até os nazistas, todos os que amavam uma boa carnificina (tal qual os japoneses e os britânicos, que dominaram o mundo por centenas de anos, coisa que não conseguiram plantando margaridas). E, no entanto, na Alemanha, nação de 80 milhões de habitantes, são cometidos apenas 200 assassinatos com armas de fogo ao ano.
Assim que esses países (e muitos outros) são iguais a nós, exceto que aqui mais pessoas acreditam em Deus e vão à Igreja mais do que em qualquer outra nação ocidental.
Meus compatriotas liberais dirão que se tivéssemos menos armas de fogo haveria menos mortes por essa causa. E, em termos matemáticos, seria certo. Se temos menos arsênico na reserva de água, matará menos gente. Menos de qualquer coisa má – calorias, tabaco, reality shows – significará menos mortes. E se tivéssemos leis estritas em matéria de armas, que proibissem as armas automáticas e semiautomáticas e prescrevessem a venda de grandes magazines capazes de portar milhões de balas, atiradores como o de Aurora não poderiam matar a tantas pessoas em pouquíssimos minutos.
Porém, também nisso há um problema. Há um montão de armas no Canadá (a maioria rifles de caça) e, no entanto, a conta de homicídios é de uns 200 ao ano. De fato, por sua proximidade, a cultura canadense é muito similar à nossa: as crianças têm os mesmos videojogos, veem os mesmos filmes e programas de TV; mas, no entanto, não crescem com o desejo de matar uns aos outros. A Suíça ocupa o terceiro lugar mundial em posse de armas por pessoa; porém, sua taxa de criminalidade é baixa. Então, por que nós? Formulei essa pergunta há uma década em meu filme 'Tiros em Columbine', e esta semana tive pouco que dizer porque me parecia ter dito há dez anos o que tinha que dizer; e acho que não fez muito efeito; exceto ser uma espécie de bola de cristal em forma de filme.
Naquela época eu disse algo, que repetirei agora:
1. Os estadunidenses somos incrivelmente bons para matar. Acreditamos em matar como forma de conseguir nossos objetivos. Três quartos de nossos Estados executam criminosos, apesar de que os Estados que têm as taxas mais baixas de homicídios são, em geral, os que não aplicam a pena de morte.
Nossa tendência a matar não é somente histórica (o assassinato de índios, de escravos e de uns e outros na guerra "civil"): é nossa forma atual de resolver qualquer coisa que nos inspira medo. É a invasão como política exterior. Sim, lá estão Iraque e Afeganistão; porém, somos invasores desde que "conquistamos o oeste selvagem" e agora estamos tão enganchados que já não sabemos o que invadir (Bin Laden não se escondia no Afeganistão, mas no Paquistão), nem porque invadir (Saddam não tinha armas de destruição massiva, nem nada a ver com o 11-S). Enviamos nossas classes pobres para fazer matanças, e os que não temos um ser querido lá, não perdemos um só minuto de um só dia em pensar nessa carnificina. E agora, enviamos aviões sem pilotos para matar (drones), aviões controlados por homens sem rosto em um luxuoso estúdio com ar condicionado em um subúrbio de Las Vegas. É a loucura!
2. Somos um povo que se assusta com facilidade e é fácil de ser manipulado pelo medo. De que temos tanto medo, que necessitamos ter 300 milhões de armas de fogo em nossas casas? Quem vai machucar? Por que a maior parte dessas armas se encontra nas casas de brancos, nos subúrbios ou no campo? Talvez, se resolvêssemos nosso problema racial e nosso problema de pobreza (uma vez mais, somos o número um com maior número de pobres no mundo industrializado) teria menos pessoas frustradas, atemorizadas e encolerizadas estendendo a mão para pegar a arma que guardam na gaveta. Talvez, cuidaríamos mais uns dos outros (aqui vemos um bom exemplo disso).
Isso é o que penso sobre Aurora e sobre o violento país do qual sou cidadão. Como mencionei, disse tudo nesse filme e se quiserem, podem assisti-lo e partilhá-lo sem custo com os demais. E o que nos faz falta, amigos meus, é valor e determinação. Se vocês estão prontos, eu também.
[*] Cineasta e escritor estadunidense
O original encontra-se em mltoday.com/;
a versão em castelhano em www.jornada.unam.mx/2012/07/26/opinion/025a1mun
e em português em pcb.org.br/
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
O original encontra-se em mltoday.com/;
a versão em castelhano em www.jornada.unam.mx/2012/07/26/opinion/025a1mun
e em português em pcb.org.br/
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
domingo, 22 de julho de 2012
VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES CONTINUA...
“Lei Maria da Penha”
VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES CONTINUA...
A Lei 11.340, mais conhecida como “Lei Maria da Penha” foi sancionada pelo presidente Lula no dia 7 de agosto de 2006, completando seis anos. A Lei começou uma nova etapa no combate à violência contra a mulher no país, reconhecendo a obrigação do poder público em desenvolver políticas públicas que garantam os direitos das mulheres, as protegendo da violência dentro de suas relações domésticas e familiares. Só que ainda persiste uma situação em que muitas mulheres não denunciam o marido ou companheiro, ou denunciam e depois retiram a queixa, por ser financeiramente dependente e responsável pela criação dos filhos, ou por não confiar na justiça e na policia, tendo que conviver com um sentimento de impotência por falta de políticas públicas que assegurem sua sobrevivência.
Com base em dados do Sistema Único de Saúde o “Mapa da violência no Brasil 2010” mostra que do ano de 1997 pra cá, mais de 42.000 mulheres foram assassinadas no país. O índice de 4,2 mulheres assassinadas por 100.000 habitantes coloca o Brasil acima do padrão internacional.
Entre os estados, a pior colocação no ranking nacional é a do Espírito Santo, com 10,3 assassinatos por 100 mil habitantes. Cidades, como Alto Alegre, em Roraima, e Silva Jardim, no Rio de Janeiro, tem índices de assassinato de mulheres perto dos mais altos do mundo (África do Sul e Colômbia). Constatou - se que os assassinos costumam ser maridos, ex-maridos, namorados ou companheiros inconformados em perder o poder sobre uma relação que acreditavam controlar. Na maioria das vezes, a mulher recusa sexo ou insiste na separação. Motivos fúteis são a causa de aproximadamente 50% dos crimes.
O FONE 180, telefone da Central de Atendimento à Mulher, recebeu nos primeiros cinco meses de 2010, 95% a mais de denúncias em relação ao ano passado. A informação é da Secretaria de Políticas para a Mulher, do governo federal. Conforme a secretaria, das mais de 50.000 mulheres que denunciaram agressões, a maioria é negra, casada, tem entre 20 e 45 anos e nível médio de escolaridade. O aumento de denuncias de agressão a mulheres ao nº 180 se deve pela divulgação da Lei Maria da Penha. Mas de nada adianta serem feitas as denúncias, se a policia e a justiça não tomarem providencias preventivas. Pois muitas dessas mulheres que foram assassinadas, denunciaram por várias vezes as agressões e ameaças feitas por seus algozes. Afinal, quantas "Mércias Nakashima" morrem neste pais e não aparecem na mídia? Apesar de ocupar cada vez mais seu espaço, é preciso que haja maior representatividade feminina na política e na luta do dia-dia. Só dessa maneira as mulheres conseguirão ocupar espaço real e de forma permanente, em uma sociedade que ainda predomina certo preconceito machista.
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