quarta-feira, 3 de outubro de 2012

04 de outubro - Dia do Agente Comunitário de Saúde




04 de outubro - Dia do Agente Comunitário de Saúde

Acredita-se que por serem (os ACS) pessoas do povo, não só se assemelham nas características e anseios deste povo, como também preenchem lacunas, justamente por conhecerem as necessidades desta população. Acredito que os agentes são a mola propulsora para a consolidação do Sistema Único de Saúde, a organização das comunidades e a prática regionalizada e hierarquizada de assistência, na estruturação dos Serviços de Saúde. Ser agente de saúde é ser povo, é ser comunidade, é viver dia a dia a vida daquela comunidade.(...) É ser o elo de ligação entre as necessidades de saúde da população e o que pode ser feito para melhorar suas condições de vida. É ser a ponte entre a população e os profissionais de saúde. O agente comunitário é o Anjo da saúde de sua comunidade. Mas essa tão enorme importância não é ainda, reconhecida pelo Poder Público. Mas vocês devem continuar lutando, não só por melhores salários, mas por condições dignas de trabalho e por valorização profissional.  O Agente de Saúde não tendo atribuições especifica é o chamado “faz tudo” nas repartições de saúde pública. Há alguns anos, tenho acompanhado o desenrolar dos vários processos de Lei que tramitam no Senado e no Congresso Federal, por se tratar de serem considerados trabalhadores do SUS, tudo só será resolvido a nível federal. Portanto nessas eleições, se algum candidato a vereador ou prefeito disserem que vão resolver essas pendências legislativas na qual envolvem os Agentes de Saúde, vocês podem chama-los de grandes mentirosos, pois no máximo que esses políticos podem fazer e se houver interesse é entrar com um processo de municipalização do PSF.
Muitos Agentes de Saúde que leem meu blog, ou meu perfil no Facebook, me perguntam por que não saio candidato, o que eu tenho a dizer é que uma campanha política é muito cara e no momento não tenho condições financeiras. Mas isso não importa, continuarei lutando pela causa dos ACS. 



                              Abraço Fraterno

                              Vanderlei Muniz







domingo, 12 de agosto de 2012

São as armas; mas, não só as armas


São as armas; mas, não só as armas
por Michael Moore

Amigos:
Desde que Caim enlouqueceu e matou Abel sempre houve humanos que, por uma razão ou outra, perdem a cabeça temporária ou definitivamente e cometem atos de violência. Durante o primeiro século de nossa era, o imperador romano Tibério gozava, jogando suas vítimas na ilha de Capri, no Mediterrâneo. Gilles de Rais, cavalheiro francês aliado de Joana D'Arc, na Idade Média, um dia, enlouqueceu e acabou assassinando centenas de crianças. Apenas umas décadas depois, Vlad, o Empalador, na Transilvânia, tinha inúmeros modos horripilantes de acabar com suas vítimas; o personagem de Drácula foi inspirado nele.

Em tempos modernos, em quase toda as nações há um psicopata ou dois que cometem homicídios em massa, por mais estritas que sejam suas leis em matéria de armas: o demente supremacista branco, cujos atentados na Noruega cumpriram um ano nesse domingo; o carniceiro do pátio escolar em Dunblane, Escócia; o assassino da Escola Politécnica de Montreal; o aniquilador em massa de Erfurt, Alemanha...; a lista parece interminável. E agora o atirador de Aurora, na sexta-feira passada. Sempre houve pessoas com pouco juízo e prudência e sempre haverá.

Porém, aqui reside a diferença entre o resto do mundo e nós: aqui acontecem DUAS Auroras a cada dia de cada ano! Pelo menos 24 estadunidenses morrem a cada dia (de 8 a 9 mil por ano) em mãos de gente armada, e essa cifra inclui os que perdem a vida em acidentes com armas de fogo ou os que cometem suicídio com uma. Se contássemos todos, a cifra se multiplicaria a uns 25 mil.

Isso significa que os Estados Unidos são responsáveis por mais de 80% de todas as mortes por armas de fogo nos 23 países mais ricos do mundo combinados. Considerando que as pessoas desses países, como seres humanos, não são melhores ou piores do que qualquer um de nós, então, por que nós?

Tanto conservadores quanto liberais nos Estados Unidos operam com crenças firmes a respeito do "porquê" desse problema. E a razão pela qual nem uns e nem outros podem encontrar uma solução é porque, de fato, cada um tem a metade da razão.

A direita crê que os fundadores dessa nação, por alguma sorte de decreto divino, lhes garantiram o direito absoluto a possuir tantas armas de fogo quanto desejem. E nos recordam sem cessar que uma arma não dispara sozinha; que "não são as armas, mas quem mata são as pessoas".

Claro que sabem que estão cometendo uma desonestidade intelectual (se é que posso usar essa palavra) ao sustentar tal coisa acerca da Segunda Emenda porque sabem que as pessoas que escreveram a Constituição unicamente queriam assegurar-se de que se pudesse convocar com rapidez uma milícia entre granjeiros e comerciantes em caso de que os britânicos decidissem regressar e semear um pouco de caos.

Porém, têm a metade da razão quando afirmam que "as armas não matam: os estadunidenses matam!". Porque somos os únicos no primeiro mundo que cometemos crimes em massa. E escutamos estadunidenses de toda condição aduzir toda classe de razões para não ter que lidar com o que está por trás de todas essas matanças e atos de violência.

Uns culpam os filmes e os jogos de videogame violentos. Na última vez em que revisei, os videojogos do Japão são mais violentos do que os nossos e, no entanto, menos de 20 pessoas ao ano morrem por armas de fogo naquele país; e em 2006 o total foi de duas pessoas! Outros dirão que o número de lares destroçados é o que causa tantas mortes. Detesto dar-lhes essa notícia; porém, na Grã-Bretanha há quase tantos lares desfeitos, com um só dos pais assumindo o cuidado dos filhos quanto nos EUA; e, no entanto, em geral, os crimes cometidos lá com armas de fogo são menos de 40 ao ano.

Pessoas como eu dirão que tudo isso é resultado de ter uma história e uma cultura de homens armados, "índios e vaqueiros", "dispara agora e pergunta depois". E se bem é certo que o genocídio de indígenas americanos assentou um modelo bastante feio de fundar uma nação, me parece mais seguro dizer que não somos os únicos com um passado violento ou uma marca genocida.

Olá, Alemanha! Falo de ti e de tua história, desde os hunos até os nazistas, todos os que amavam uma boa carnificina (tal qual os japoneses e os britânicos, que dominaram o mundo por centenas de anos, coisa que não conseguiram plantando margaridas). E, no entanto, na Alemanha, nação de 80 milhões de habitantes, são cometidos apenas 200 assassinatos com armas de fogo ao ano.

Assim que esses países (e muitos outros) são iguais a nós, exceto que aqui mais pessoas acreditam em Deus e vão à Igreja mais do que em qualquer outra nação ocidental.

Meus compatriotas liberais dirão que se tivéssemos menos armas de fogo haveria menos mortes por essa causa. E, em termos matemáticos, seria certo. Se temos menos arsênico na reserva de água, matará menos gente. Menos de qualquer coisa má – calorias, tabaco, reality shows – significará menos mortes. E se tivéssemos leis estritas em matéria de armas, que proibissem as armas automáticas e semiautomáticas e prescrevessem a venda de grandes magazines capazes de portar milhões de balas, atiradores como o de Aurora não poderiam matar a tantas pessoas em pouquíssimos minutos.

Porém, também nisso há um problema. Há um montão de armas no Canadá (a maioria rifles de caça) e, no entanto, a conta de homicídios é de uns 200 ao ano. De fato, por sua proximidade, a cultura canadense é muito similar à nossa: as crianças têm os mesmos videojogos, veem os mesmos filmes e programas de TV; mas, no entanto, não crescem com o desejo de matar uns aos outros. A Suíça ocupa o terceiro lugar mundial em posse de armas por pessoa; porém, sua taxa de criminalidade é baixa. Então, por que nós? Formulei essa pergunta há uma década em meu filme 'Tiros em Columbine', e esta semana tive pouco que dizer porque me parecia ter dito há dez anos o que tinha que dizer; e acho que não fez muito efeito; exceto ser uma espécie de bola de cristal em forma de filme.

Naquela época eu disse algo, que repetirei agora:

1. Os estadunidenses somos incrivelmente bons para matar. Acreditamos em matar como forma de conseguir nossos objetivos. Três quartos de nossos Estados executam criminosos, apesar de que os Estados que têm as taxas mais baixas de homicídios são, em geral, os que não aplicam a pena de morte.

Nossa tendência a matar não é somente histórica (o assassinato de índios, de escravos e de uns e outros na guerra "civil"): é nossa forma atual de resolver qualquer coisa que nos inspira medo. É a invasão como política exterior. Sim, lá estão Iraque e Afeganistão; porém, somos invasores desde que "conquistamos o oeste selvagem" e agora estamos tão enganchados que já não sabemos o que invadir (Bin Laden não se escondia no Afeganistão, mas no Paquistão), nem porque invadir (Saddam não tinha armas de destruição massiva, nem nada a ver com o 11-S). Enviamos nossas classes pobres para fazer matanças, e os que não temos um ser querido lá, não perdemos um só minuto de um só dia em pensar nessa carnificina. E agora, enviamos aviões sem pilotos para matar (drones), aviões controlados por homens sem rosto em um luxuoso estúdio com ar condicionado em um subúrbio de Las Vegas. É a loucura!

2. Somos um povo que se assusta com facilidade e é fácil de ser manipulado pelo medo. De que temos tanto medo, que necessitamos ter 300 milhões de armas de fogo em nossas casas? Quem vai machucar? Por que a maior parte dessas armas se encontra nas casas de brancos, nos subúrbios ou no campo? Talvez, se resolvêssemos nosso problema racial e nosso problema de pobreza (uma vez mais, somos o número um com maior número de pobres no mundo industrializado) teria menos pessoas frustradas, atemorizadas e encolerizadas estendendo a mão para pegar a arma que guardam na gaveta. Talvez, cuidaríamos mais uns dos outros (aqui vemos um bom exemplo disso).

Isso é o que penso sobre Aurora e sobre o violento país do qual sou cidadão. Como mencionei, disse tudo nesse filme e se quiserem, podem assisti-lo e partilhá-lo sem custo com os demais. E o que nos faz falta, amigos meus, é valor e determinação. Se vocês estão prontos, eu também.
[*] Cineasta e escritor estadunidense

O original encontra-se em
mltoday.com/;
a versão em castelhano em
www.jornada.unam.mx/2012/07/26/opinion/025a1mun
e em português em
pcb.org.br/

Este artigo encontra-se em
http://resistir.info/

domingo, 22 de julho de 2012

VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES CONTINUA...



“Lei Maria da Penha”

VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES CONTINUA...

A Lei 11.340, mais conhecida como “Lei Maria da Penha” foi sancionada pelo presidente Lula no dia 7 de agosto de 2006, completando seis anos. A Lei começou uma nova etapa no combate à violência contra a mulher no país, reconhecendo a obrigação do poder público em desenvolver políticas públicas que garantam os direitos das mulheres, as protegendo da violência dentro de suas relações domésticas e familiares. Só que ainda persiste uma situação em que muitas mulheres não denunciam o marido ou companheiro, ou denunciam e depois retiram a queixa, por ser financeiramente dependente e responsável pela criação dos filhos, ou por não confiar na justiça e na policia, tendo que conviver com um sentimento de impotência por falta de políticas públicas que assegurem sua sobrevivência.
Com base em dados do Sistema Único de Saúde o “Mapa da violência no Brasil 2010” mostra que do ano de 1997 pra cá, mais de 42.000 mulheres foram assassinadas no país. O índice de 4,2 mulheres assassinadas por 100.000 habitantes coloca o Brasil acima do padrão internacional.

Entre os estados, a pior colocação no ranking nacional é a do Espírito Santo, com 10,3 assassinatos por 100 mil habitantes. Cidades, como Alto Alegre, em Roraima, e Silva Jardim, no Rio de Janeiro, tem índices de assassinato de mulheres perto dos mais altos do mundo (África do Sul e Colômbia). Constatou - se que os assassinos costumam ser maridos, ex-maridos, namorados ou companheiros inconformados em perder o poder sobre uma relação que acreditavam controlar. Na maioria das vezes, a mulher recusa sexo ou insiste na separação. Motivos fúteis são a causa de aproximadamente 50% dos crimes.

O FONE 180, telefone da Central de Atendimento à Mulher, recebeu nos primeiros cinco meses de 2010, 95% a mais de denúncias em relação ao ano passado. A informação é da Secretaria de Políticas para a Mulher, do governo federal. Conforme a secretaria, das mais de 50.000 mulheres que denunciaram agressões, a maioria é negra, casada, tem entre 20 e 45 anos e nível médio de escolaridade. O aumento de denuncias de agressão a mulheres ao nº 180 se deve pela divulgação da Lei Maria da Penha. Mas de nada adianta serem feitas as denúncias, se a policia e a justiça não tomarem providencias preventivas. Pois muitas dessas mulheres que foram assassinadas, denunciaram por várias vezes as agressões e ameaças feitas por seus algozes. Afinal, quantas "Mércias Nakashima" morrem neste pais e não aparecem na mídia? Apesar de ocupar cada vez mais seu espaço, é preciso que haja maior representatividade feminina na política e na luta do dia-dia. Só dessa maneira as mulheres conseguirão ocupar espaço real e de forma permanente, em uma sociedade que ainda predomina certo preconceito machista.







Apure os fatos antes de publicar

Por Paulo Alkmin

Boatos e notícias falsas existem desde antes da internet e é necessário tomar muito cuidado para evitar a publicação de notícias que se mostrem falsas no futuro e acabem prejudicando a reputação do seu blog. Veja algumas dicas de como apurar os fatos antes de publicar e tenha a confiança dos seus leitores.
Um erro muito comum em blogs de notícias (ou até mesmo de opinião) é pegar uma notícia ou fato qualquer nas redes sociais e escrever sobre ela, sem antes verificar se a notícia é real ou se todos os fatos estão corretos. Muitas vezes motivados pela pressa, não é raro ver blogs noticiando boatos como reais.
Isso é ruim porque acaba minando a credibilidade do seu blog. Se o seu leitor percebe que você publica qualquer coisa, ele vai parar de considerar você como uma fonte de notícias confiável e vai procurar outras fontes que tragam informações mais apuradas. No final, você vai ficar conhecido como apenas mais um blogueiro que copia o que vê pela internet.

Senso Comum: você tem esse poder?


Muitos pensam que o mais importante na internet é ser o primeiro a publicar a notícia, mas nem sempre isso é verdade. Muitas vezes é mais interessante segurar um pouco a informação e correr atrás dos detalhes. De repente, você tem até a chance de conseguir um furo ainda mais interessante ou até um outro lado da história.E como fazer isso? Siga essas dicas, e você verá que apurar dados é simples:- Procure antes nos buscadores e nos principais sites de notícia: pode parecer banal, mas muitos repassam informações sem antes fazer isso. Junte nomes, declarações, datas, locais e verifique se a informação aparece em fontes confiáveis, ou seja, se a história bate. Considere também que não é porque a história aparece na busca que ela é real. Como sempre, quem dá a notícia é mais importante.
- Descubra onde se originou a informação: é muito comum ver sites de tecnologia repassando informações que nasceram a partir de conversas não-oficiais, traduções mal feitas de notícias internacionais ou até mesmo boatos criados pela concorrência. Repare que isso pode acontecer em qualquer área, por isso antes de publicar uma notícia, verifique como ela se originou e se houve algum tipo de declaração oficial. Qualquer notícia que comece com algo  do tipo “estava em uma mesa próxima em uma restaurante e ouvi toda a conversa” merece no mínimo um cuidado antes de ser tratada como verdadeira.
- Entre em contato com as fontes: Empresas, agências de publicidade e celebridades costumam ter uma assessoria de imprensa, ou ao menos um setor que pode tirar suas dúvidas, e normalmente os responsáveis costumam tratar bem blogs que se apresentam como veículos de imprensa. Tenha telefones e emails dessas assessorias em mãos e não se acanhe em ligar pedindo mais informações antes de publicar uma notícia. De repente, você até consegue informações mais completas que o boato que está circulando.
- Separe fatos de expectativas: muitas vezes gostamos tanto de um assunto e falamos dele com tanta paixão que nos empolgamos e publicamos até mesmo o que apenas queríamos que fosse verdade como um fato. Tome muito cuidado para não confundir o leitor, separando aquilo que você sabe ser real daquilo que você apenas gostaria que fosse verdade.
- Avise se a notícia não pode ser comprovada: muitas vezes é impossível confirmar se uma notícia é real, mas se seu sexto sentido diz que vale a pena publicar, deixe claro para o leitor que se trata de um boato, um rumor. Quando a notícia for comprovada (seja ela verdadeira ou falsa) você pode atualizar o post ou até mesmo escrever um novo com informações mais atualizadas.
Lembre-se que o interesse das pessoas ao acessar seu blog é encontrar informações precisas e que possam ajudá-lo. Faça um bom trabalho de apuração e conquiste a confiança dos seu leitores, além de aumentar sua credibilidade e relevância no meio.






quarta-feira, 27 de junho de 2012

TUDO SOBRE O MENSALÃO...




Olá Mobilizador@s!

Na última terça-feira tivemos a confirmação da data do início do julgamento do mensalão: 2 de agosto. Para que possamos debater com a sociedade esse caso, é necessário que estejamos muito bem informados. Para isso, tem circulado na rede um blog muito bacana sobre o assunto, o Tudo Sobre O Mensalão, produzido pelo Movimento Universitário em Defesa do Estado de Direito, formado p
or estudantes de Direito interessados no debate de temas pertinentes ao Judiciário e suas relações com diferentes segmentos da sociedade. O blog coloca em evidência diversas questões técnicas que não tem sido abordadas pela velha mídia e mostra muito da manipulação de fatos que tem sido feita nos últimos anos. Vale a pena conferir, debater e compartilhar!

www.tudosobreomensalao.com.br


VAMOS REPASSAR


Forte abraço!



Vanderlei MUNIZ